Saturday, September 23, 2006

O poema de amanhã

I

O poema de amanhã descansa em meu peito.
Em estado selvagem, às vezes ele parte a galope pelo meu corpo,
a sua crina solta ao vento, seus cascos ecoando no hall do meu tórax
-mesclando-se às batidas do meu coração...

Eu o sei,
como sei o bebê que cresce na barriga da Arabela;
eu o sei,
como sei que a noite de um dia futuro se inicia na sombra que minha perna projeta.

II

Amanhã ele estará domado,
pastando tranquilamente em sua folha de livro.

Rafael Nolli

http://nolli.zip.net/index.html
...

3 comments:

Octávio Roggiero Neto said...

Ô, Wilson, cê inda pergunta? Seria mesmo uma honra pra mim!
Té mais, poeta!

Vicente Siqueira said...

Oi Poeta.
O Rafael escreveu "O poema de amanhã", mas pelo altíssimo nível poderia chamar-se "O poema de todo dia".
Vou mandar doces para a Arabela e para o bebê que ela está preparando.
Vicente

Saramar said...

Um poema para o poema a nascer.
Um canto de boas vindas para o que virá.
Maravilhso, como tudo que Rafael escreve.
Obrigada.

beijos